
As aulas do glorioso prof. Márcio de Inglês no segundo ano estão muito saborosas. Semana passada eu já havia presenciado alguns quitutes, mas como eu estava meio “asiático” (com azia), perdi a chance. Apesar de não assistir a elas, hoje tive a honra de ser premiado com um saboroso bolinho, recebido pelas mãos do Lazarin enquanto eu estava no oitavo A.
Infelizmente não havia meios de dividir o bolinho entre todos os presentes, até porque daria pouco mais que um farelo para cada aluno. Como ninguém pôde multiplicá-lo, a solução foi colocá-lo por inteiro em minha boca e degustá-lo. Aliás, acho o uso do verbo “degustar” meio abobado, porque as pessoas parecem usá-lo, atualmente, para qualquer coisa. Por exemplo, o cara vai comprar um sacolé na esquina e em seguida vai “degustá-lo”, como se estivéssemos tratando de algo muito sofisticado, como o bolinho do segundo ano o qual tive a honra de... degustar. O bolinho estava bom pra chuchu. Valeria um pontinho na média, mas, é óbvio que isto não pode ocorrer. O uso do futuro do pretérito, na forma “valeria”, já indica algo que aconteceria se... possível fosse.
Na saída, o Barão ainda me provocou, em pleno horário de meio-dia, relatando para mim a boia que logo mais degustaria na casa de seus avós: mocotó, dobradinha e, de sobremesa... doce de abóbora.
Agradeço, em todo caso, pelo saboroso bolinho. Genial. Muito melhor que pão com Karo.